Introdução A Teoria da Contingencia procura um termo em comum para poder comparar diferentes organizações. Por isso, estuda as diferentes condições e aspectos aos quais elas estão submetidas, assim como a relação entre tamanho e tecnologia. Para essa teoria, não existe uma maneira perfeita de construir sua estrutura, mas a melhora estrutura seria aquela que melhor se adapte aos objetivos da organização. Neste contexto, o conceito do Positivismo é bastante valido sendo por isso colocado em destaque no livro texto. Defende a idéia que uma teoria nunca é valida, totalmente certa e estabelecidacomo uma verdade imutável. Assim, a teoria ou o modelo mental que guia as ações da organização no momento analisado e que, portanto é valido, seria a menos errada ate aquele momento. Ou seja, não se trata de uma verdade absoluta, mas está disposta a mudanças conforme os diferentes contextos, ambientes e contingencias aos quais a organização esta exposta e imersa. Por fim, a análise do grupo basear-se-á nestes pressupostos acima explicitados. Para tal, não poderíamos deixar de lado as incríveis contribuições de Mintzberg, assim como de outros autores, para o tema designado ao nosso grupo. Trataremos, assim, de temas correlatos, tais como “estrutura organizacional”; “SARFIT” entre outros que ajudam-nos a entender um pouco mais sobre o design e os pilares sobre os quais as organizações sustentam-se para dar sentido às suas atitudes. Teoria da Contingencia Estruturas de organizações que melhor estão adaptadas são aquelas com bom entrosamento entre design e contingencia. Contingencia: é uma situação para a qual se de estar preparado ou uma futura emergência que pode surgir. Em termos de management, contingencia é algo que os gerentes não podem evitar. Contingencias surgem de rotinas mais do que de emergências, como fatos da vida organizacional, e deve-se saber como lidar com elas. Existem três tipos de contingencias para as quais a organização deve estar preparada e adaptada. A seguir, uma breve introdução a elas de modo sucinto: 1) Ambiente: quanto mais certo e previsível for o ambiente no qual as organizações opream, mais provável será que elas tenham estruturas burocráticas. 2) Tecnologia: tecnologias rotineiras tendem a deixar a organização mais burocrática. 3) Tamanho: as organizações maiores tendem a ser mais burocráticas. Assim posto, detalharemos cada uma delas de acordo com o ponto de vista de autores que merecem destaque no assunto. Burns & Stalker: Organizações que trabalham em ambientes de pequenas mudanças tendem a ser mais mecânicas do que aqueles em que o ambiente é dinâmico. Neste tipo de organização, a estrutura tende a ser mais orgânica. Woodward: Ponto de vista da tecnologia. É o método de produção da firma. Firmas que trabalham produzindo em pequena escala tendem a ter gerentes menos especializados. Isso por possuírem menor nº de funcionários, que precisam ser “multifuncionais” e conhecer um pouco sobre cada área de operação da empresa. Aston: De maneira geral e sintética, o estudo da universidade chegou a leva a afirmações de que o tamanho da empresa ira determinar a burocracia, se ela faz uso ou não da economia de escala, das delegações de poder, entre outros. ou seja, todas outras variáveis estariam dispostas e submetidas ao tamanho da organização, sendo determinadas por elas. Já Mintzberg adota outro ponto de vista. O conceito de adaptação dos objetivos da organização à cinco estruturas poderia explicar o sucesso ou fracasso dela. Coerência e consistência seria chave do sucesso, segundo Mintzberg. O não encaixe da estrutura aos objetivos da organização leva à não eficiência. Assim como o sucesso seria advindo da associação certa entre estrutura organizacional e objetiva. Para cada situação e objetivos que a organização enfrenta, existe uma estrutura especifica que melhor se adéqua: 1.Estrutura simples: mais básica estrutura consiste no top management, alguns poucos gerentes medianos e uma força tarefa. O poder é centralizado, a gerencia conhece e supervisiona a companhia inteira. E é mais característica de empreendimentos, que são pequenas e inovadoras e trabalham em produtos relativamente simples. 2.Burocracia mecânica: coloca ênfase na padronização e emprega funcionários pouco habilidosos, mas especializados. É uma estrutura para produtos de produção em massa de características simples em um ambiente estável. A organização precisa de planejamento detalhado e padronizado, o que leva à burocratização do sistema. Um exemplo é o McDonald’s: eficiente naquilo que faz, mas pouco flexível e pouco interessante para se trabalhar. 3.Burocracia profissional: diferente da burocracia mecânica, esta se baseia-se na padronização de habilidades, e não de processos. Universidades, hospitais são exemplos: trabalham como burocracias, mas precisam de pessoal altamente treinado para fazer frente aos serviços. Estes funcionários possuem autonomia e estrutura hierárquica plana. Porem, aqueles que estão na equipe de suporte possuem trabalhos de rotina e geralmente menos remunerados. Essas organizações trabalham melhor em ambientes já conhecidos por eles do que em situações em que se depara com desafios desconhecidos. 4.Forma divisionalizada: não trabalha com profissionais altamente teinados, como na burocracia profissional, mas sim com unidades especializadas ou “experts”, chamadas de divisões. Cada divisão cuida de seu próprio trabalho, sendo assim, possuem certa liberdade e tem sues resultados medidos e comparados aos das demais divisões. Isso faz com que essas divisões fiquem sob certo controle, na medida em que elas irão ter uma visão competitiva com relação às outras divisões. Objetivos, metas de vendas, e objetivos monetários são buscados mais do que suas conseqüências sociais, que são mais difíceis de se medir. 5.Adhocracia: nenhuma das quatro estrutura acima citadas se encaixa quando o ambiente é turbulento, em que constantes inovações são o único meio rumo ao sucesso. A Adhocracia é uma estrutura de times de projetos interagindo. Criam produtos que não podem ser padronizados. Para cada produto que fazem, precisam compará-los aos padrões para poder avaliá-los. Nestes times de projeto o poder é dividido, todos tomam decisões, e estratégias não são implementadas de cima para baixo, mas elas emergem conforme os times exploram novos terrenos. Assim, todas essas cinco configurações: Estrutura Simples, Burocracia Mecanizada; Burocracia Profissional; formas Divisionalizada e Adhocracia possuem forças e fraquezas. Cada uma se encaixa em determinado ambiente de ação da empresa. Sendo essencial então que a coerência entre estrutura e objetivos seja respeitada acima de tudo. Aldrich afirma que, ao contrario do tamanho da organização, o que realmente importa para o gerente é o modo como ele utiliza a tecnologia. O tamanho da organização seria uma conseqüência apenas da tecnologia adotada. Etzionipossui outra perspectiva, no qual o controle possui perspectiva central. Por meio do controle de custos, por exemplo, excesso de empregados pode ser descartado, lucros podem ser aumentar e o valor dos funcionários pode aumentar. Ou seja, tecnologia e estrutura serão os resultados desse controle sobre estratégias e açõesa serem tomadas. Assim, decisões gerenciais determinam melhor a organização do que apenas influencias do ambiente, porque escolhe-se o ambiente em que se trabalham. Perspectiva do SARFIT para Donaldson, periodicamente, devido ao fato do design organizacional escorregar, as organizações devem passar por uma mudança estrutural para ganhar novamente adaptação com a sua contingencia. Structural Adjustment to Regain Fit é a resposta de Lex Donaldson à teoria de contingência determinista de Aston e Etzioni. Desenvolve, assim, uma teoria social do funcionalismo estrutural. Donaldson diz que mudar contingencias para adaptar uma estrutura é mais difícil do que mudar a estrutura para que esteja alinhada com contingencias em mudança, especialmente em um ambiente de competição onde a posição da firma é constantemente julgada de acordo com seus resultados frente a seus competidores. Os HQ’s da empresa não devem assumir todo controle das operações da empresa. Caso isso venha a acontecer, ela pode estar sugando mais informações do que possa de fato analisar. Precisa, portanto, se dividir em formatos de divisões para que não fique presa a diversas decisões operacionais, mas que possa se concentrar em acções estratégicas. Mudança e diversificação de produtos criada pela divisionalização levam a uma mudança estrutural para estar de acordo coma contingencia. Assim, a estratégia cria a estrutura.
referencia bibliografica:
-CLEGG; KORNBERG; PITSIS; Managing and Organizations; Sage Publications, 2005.
Antes de mais nada, o grupo selecionou 2 vídeos disponiveis na internet que poderiam ser de alguma valia em termos de sanar quaisquer duvidas ou curiosidades que venham a pairar na mente do leitor. Possibilitando ouvir algumas palavras advindas do próprio autor:
http://www.youtube.com/watch?v=4srFC0de4ww&feature=player_embedded
http://www.youtube.com/watch?v=QAJ3YV7k3o8
Introdução
A Teoria da Contingencia procura um termo em comum para poder comparar diferentes organizações. Por isso, estuda as diferentes condições e aspectos aos quais elas estão submetidas, assim como a relação entre tamanho e tecnologia.
Para essa teoria, não existe uma maneira perfeita de construir sua estrutura, mas a melhora estrutura seria aquela que melhor se adapte aos objetivos da organização.
Neste contexto, o conceito do Positivismo é bastante valido sendo por isso colocado em destaque no livro texto. Defende a idéia que uma teoria nunca é valida, totalmente certa e estabelecida como uma verdade imutável. Assim, a teoria ou o modelo mental que guia as ações da organização no momento analisado e que, portanto é valido, seria a menos errada ate aquele momento. Ou seja, não se trata de uma verdade absoluta, mas está disposta a mudanças conforme os diferentes contextos, ambientes e contingencias aos quais a organização esta exposta e imersa.
Por fim, a análise do grupo basear-se-á nestes pressupostos acima explicitados. Para tal, não poderíamos deixar de lado as incríveis contribuições de Mintzberg, assim como de outros autores, para o tema designado ao nosso grupo. Trataremos, assim, de temas correlatos, tais como “estrutura organizacional”; “SARFIT” entre outros que ajudam-nos a entender um pouco mais sobre o design e os pilares sobre os quais as organizações sustentam-se para dar sentido às suas atitudes.
Teoria da Contingencia
Estruturas de organizações que melhor estão adaptadas são aquelas com bom entrosamento entre design e contingencia.
Contingencia: é uma situação para a qual se de estar preparado ou uma futura emergência que pode surgir. Em termos de management, contingencia é algo que os gerentes não podem evitar. Contingencias surgem de rotinas mais do que de emergências, como fatos da vida organizacional, e deve-se saber como lidar com elas.
Existem três tipos de contingencias para as quais a organização deve estar preparada e adaptada. A seguir, uma breve introdução a elas de modo sucinto:
1) Ambiente: quanto mais certo e previsível for o ambiente no qual as organizações opream, mais provável será que elas tenham estruturas burocráticas.
2) Tecnologia: tecnologias rotineiras tendem a deixar a organização mais burocrática.
3) Tamanho: as organizações maiores tendem a ser mais burocráticas.
Assim posto, detalharemos cada uma delas de acordo com o ponto de vista de autores que merecem destaque no assunto.
Burns & Stalker:
Organizações que trabalham em ambientes de pequenas mudanças tendem a ser mais mecânicas do que aqueles em que o ambiente é dinâmico. Neste tipo de organização, a estrutura tende a ser mais orgânica.
Woodward:
Ponto de vista da tecnologia. É o método de produção da firma.
Firmas que trabalham produzindo em pequena escala tendem a ter gerentes menos especializados. Isso por possuírem menor nº de funcionários, que precisam ser “multifuncionais” e conhecer um pouco sobre cada área de operação da empresa.
Aston:
De maneira geral e sintética, o estudo da universidade chegou a leva a afirmações de que o tamanho da empresa ira determinar a burocracia, se ela faz uso ou não da economia de escala, das delegações de poder, entre outros. ou seja, todas outras variáveis estariam dispostas e submetidas ao tamanho da organização, sendo determinadas por elas.
Já Mintzberg adota outro ponto de vista. O conceito de adaptação dos objetivos da organização à cinco estruturas poderia explicar o sucesso ou fracasso dela. Coerência e consistência seria chave do sucesso, segundo Mintzberg. O não encaixe da estrutura aos objetivos da organização leva à não eficiência. Assim como o sucesso seria advindo da associação certa entre estrutura organizacional e objetiva.
Para cada situação e objetivos que a organização enfrenta, existe uma estrutura especifica que melhor se adéqua:
1. Estrutura simples: mais básica estrutura consiste no top management, alguns poucos gerentes medianos e uma força tarefa.
O poder é centralizado, a gerencia conhece e supervisiona a companhia inteira. E é mais característica de empreendimentos, que são pequenas e inovadoras e trabalham em produtos relativamente simples.
2. Burocracia mecânica: coloca ênfase na padronização e emprega funcionários pouco habilidosos, mas especializados. É uma estrutura para produtos de produção em massa de características simples em um ambiente estável.
A organização precisa de planejamento detalhado e padronizado, o que leva à burocratização do sistema. Um exemplo é o McDonald’s: eficiente naquilo que faz, mas pouco flexível e pouco interessante para se trabalhar.
3. Burocracia profissional: diferente da burocracia mecânica, esta se baseia-se na padronização de habilidades, e não de processos.
Universidades, hospitais são exemplos: trabalham como burocracias, mas precisam de pessoal altamente treinado para fazer frente aos serviços. Estes funcionários possuem autonomia e estrutura hierárquica plana. Porem, aqueles que estão na equipe de suporte possuem trabalhos de rotina e geralmente menos remunerados. Essas organizações trabalham melhor em ambientes já conhecidos por eles do que em situações em que se depara com desafios desconhecidos.
4. Forma divisionalizada: não trabalha com profissionais altamente teinados, como na burocracia profissional, mas sim com unidades especializadas ou “experts”, chamadas de divisões.
Cada divisão cuida de seu próprio trabalho, sendo assim, possuem certa liberdade e tem sues resultados medidos e comparados aos das demais divisões. Isso faz com que essas divisões fiquem sob certo controle, na medida em que elas irão ter uma visão competitiva com relação às outras divisões.
Objetivos, metas de vendas, e objetivos monetários são buscados mais do que suas conseqüências sociais, que são mais difíceis de se medir.
5. Adhocracia: nenhuma das quatro estrutura acima citadas se encaixa quando o ambiente é turbulento, em que constantes inovações são o único meio rumo ao sucesso.
A Adhocracia é uma estrutura de times de projetos interagindo.
Criam produtos que não podem ser padronizados. Para cada produto que fazem, precisam compará-los aos padrões para poder avaliá-los.
Nestes times de projeto o poder é dividido, todos tomam decisões, e estratégias não são implementadas de cima para baixo, mas elas emergem conforme os times exploram novos terrenos.
Assim, todas essas cinco configurações: Estrutura Simples, Burocracia Mecanizada; Burocracia Profissional; formas Divisionalizada e Adhocracia possuem forças e fraquezas. Cada uma se encaixa em determinado ambiente de ação da empresa. Sendo essencial então que a coerência entre estrutura e objetivos seja respeitada acima de tudo.
Aldrich afirma que, ao contrario do tamanho da organização, o que realmente importa para o gerente é o modo como ele utiliza a tecnologia. O tamanho da organização seria uma conseqüência apenas da tecnologia adotada.
Etzioni possui outra perspectiva, no qual o controle possui perspectiva central. Por meio do controle de custos, por exemplo, excesso de empregados pode ser descartado, lucros podem ser aumentar e o valor dos funcionários pode aumentar.
Ou seja, tecnologia e estrutura serão os resultados desse controle sobre estratégias e ações a serem tomadas. Assim, decisões gerenciais determinam melhor a organização do que apenas influencias do ambiente, porque escolhe-se o ambiente em que se trabalham.
Perspectiva do SARFIT
para Donaldson, periodicamente, devido ao fato do design organizacional escorregar, as organizações devem passar por uma mudança estrutural para ganhar novamente adaptação com a sua contingencia.
Structural Adjustment to Regain Fit é a resposta de Lex Donaldson à teoria de contingência determinista de Aston e Etzioni. Desenvolve, assim, uma teoria social do funcionalismo estrutural.
Donaldson diz que mudar contingencias para adaptar uma estrutura é mais difícil do que mudar a estrutura para que esteja alinhada com contingencias em mudança, especialmente em um ambiente de competição onde a posição da firma é constantemente julgada de acordo com seus resultados frente a seus competidores.
Os HQ’s da empresa não devem assumir todo controle das operações da empresa. Caso isso venha a acontecer, ela pode estar sugando mais informações do que possa de fato analisar.
Precisa, portanto, se dividir em formatos de divisões para que não fique presa a diversas decisões operacionais, mas que possa se concentrar em acções estratégicas.
Mudança e diversificação de produtos criada pela divisionalização levam a uma mudança estrutural para estar de acordo coma contingencia. Assim, a estratégia cria a estrutura.
referencia bibliografica:
-CLEGG; KORNBERG; PITSIS; Managing and Organizations; Sage Publications, 2005.